Próximo evento: 7 de Abril lançamento DEMENTIA Revista (Nº3)

Sábado, 11 de Dezembro de 2010

Ela


No Sol do inverno tropical
com o vento enviando arpões
aranhas tecendo suas teias
agouro da destruição no início do temporal

Cai a noite, um feixe de luz surge
acaricia a mistério, escuro, sujo
uma calma reclina sobre a cama
balançando susurros: - ele te ama!

No torpor do silêncio, ambiente vazio
o último grito estridente, frio
é Ela, vem mansa e depressa

Encobre o corpo, abala a respiração
finaliza seu golpe, para o coração
o olhar escncara a morte e sua presa

Quinta-feira, 2 de Setembro de 2010

Omphalos Artis aberto a todos

http://omphalosartis.blogspot.com

  • Poesia
  • Literatura
  • Arte diversa
  • Artigos
  • Comentários
  • Ensaios

Segunda-feira, 30 de Agosto de 2010

Novo Projecto

http://omphalosartis.blogspot.com

Não seria justo fechar este espaço. Os colaboradores que desejarem podem continuar a escrever aqui, no entanto o projecto DEMENTIA chegou ao fim para nós.

André Rocha
Eduardo Cardozo
Mariana Rebelo
Marta Sousa

Quinta-feira, 8 de Julho de 2010

Afetações


Cada letra que escrevo dói como espeto
A sensação de abandono reina
Neste mundo circunspecto
A aflição é plena

Ilha de dúvidas e ignorância
Caracterizam minha andança
Sem ser humana
Sem ser humano

Ah! Chuva que me desvela
Deixa meu coração com frio
E tudo de mim revela

A solitude traz calafrios
Mas nem tudo se perde
Pois o tudo está já vazio

{...}


Segunda-feira, 17 de Maio de 2010

Até Setembro

O calor chega e com ele todo um cansaço e preguiça naturais. Faz um ano o projecto. É tempo de reformular o mesmo. Criar um novo conceito e uma nova forma de analisar e encarar o tempo que vai submergindo do oceano gélido de cada um de nós. Estaremos um distantes até ao mês de Setembro. Em finais de Agosto traremos novidades para o futuro do espaço. Certo é também desde já o lançamento do nº4 da revista DEMENTIA exactamente para o mês de Setembro.

Parar a actividade escrita, não o pensamento. As ideias irão surgir, serão muitas...mais possivelmente que todo o oxigénio do mundo. Respiramos arte, moldamos arte, somos membros inacabados de uma realidade que ainda agora começou.

Quarta-feira, 21 de Abril de 2010

Estado

Rastilhos de mim por entre o quarto disperso numa cidade divina. Levanto-me às horas do toque e acordo-me ao som barulhento da velocidade dos carros, dos motores das máquinas e do dormir do início de manhã. Acordo enquanto me estendo sobre meu leito absorvida pela vontade de estender o tempo por mais uns minutos até a consequência melancólica da razão. Escorro meu corpo por entre as estantes dos malditos livros e caio desamparada no corredor de anotações transfiguradas ao sabor da minha configuração.

A melancolia dos tempos em que dormia ao sabor da vontade e da necessidade assola minha mente, cambia a minha forma de encarar o dia. Há melancolia e um baixar de vontade e desejo acrescentes ao facto de existirem outros factores que a razão não explica nem explicará. Absorta, descaída para o lado da derrota e descarregada de energia…

Domingo, 11 de Abril de 2010

À Marta Sousa

[...] Nas dificuldades, contratempos e lutas que as minhas faltas e erros causaram senti que encontrar gente com a qual se pode contar é, realmente, um tesouro.

Compadecemos juntos às misérias dos que nos tentaram destruir. Há algo grande, enorme que nos fez vencer desde o início da perseguição que a nós assolou no começo deste caminho. Sem desdouro para quem quer que seja e sem querer ofender de forma alguma a tua modéstia, permite-me que te distinga entre as mais queridas, leais e dedicadas pessoas; a ti consagro grande parte de meu trabalho intelectual e artístico, como só a ti poderia consagrar. Trabalho esse repleto de defeitos e incorrecções mas nas quais procuro incessantemente o triunfo da beleza, verdade e justiça sobre o ódio a inveja e o mal-querer de terceiros. Este triunfo que penso que tenho vindo a conseguir vale, em enorme medida, ao prestígio e influência que a privilegiada inteligência, íntegro carácter e alma dinamitada tu consegues congregar. Aponto sem qualquer dúvida o teu exemplo para os demais como protótipo de honra, honestidade, sabedoria e rectidão.

Presto a homenagem em nome singular sabendo porém que a mesma se estende não só a mim mas a todos os que conhecem o teu verdadeiro ser.

Eduardo Cardozo

(excertos, correspondência com Marta Sousa. Fevereiro 2010)

Quarta-feira, 7 de Abril de 2010

DEMENTIA Nº3

Downlad AQUI!

Quarta-feira, 31 de Março de 2010

Comunicado DEMENTIA

A partir do número 3 a Revista DEMENTIA deixará de ser trimestral. Ao contrário do que aconteceu até agora a mesma não estará limitada a um período cronológico. A comissão redactorial quando achar oportuno e assim se justificar (em grande parte devido ao número de trabalhos que nos forem chegando) realizará um novo número da revista.

A Comissão Redactorial

André Rocha
Eduardo CardoZo
Mariana Rebelo
Marta Sousa

Rasgos

Argumento a existência
nos cantos de um qualquer café
vendo os que falam
ouvindo os que grunhem à alma.
Re-encosto-me nas maçadas alheias
e vibro com as tempestades que daí se formam,
discussões que enforcam os tempos de penitência quaresmal.
Por vezes, não muitas vezes, nasce medo
e ânsia,
dormentes os dedos se en-formam
e reformam-se os membros.
Argumentar a existência é o trabalho árduo,
o árduo labor de amar os desconhecidos
de pedir cigarros e, só por isso, achar a gente simpática,
é também sorrir para todos, os outros
esperar reacções
inundar de ar os pulmões
gritar alto, imensamente alto,
ao fim dos tempos
cortar os ventos, perfurar o peito
(eterno)
e viver mundano repetindo o som da elevação abismal e social da palavra;

A
L
M
A

Terça-feira, 30 de Março de 2010

1º Congresso Sobre Património Industrial


De 14 a 16 de Maio de 2010 vai realizar–se, em Vila do Conde, o 1º Congresso sobre o Património Industrial, organizado pela Associação Portuguesa para o Património Industrial (APPI), em colaboração com a Câmara Municipal de Vila do Conde e a Fundação PT e o apoio de instituições públicas e privadas.

Pretende–se que o Congresso constitua uma oportunidade de encontro de investigadores e profissionais das várias disciplinas que trabalham nesta área, assim como de discussão das linhas de rumo que vêm sendo postas em campo.

Esta iniciativa permitirá também dar a conhecer experiências já realizadas no âmbito da preservação de património industrial, que, de algum modo, sejam referência, a fim de sensibilizar as entidades responsáveis e a opinião pública, para a necessidade de recuperar e conservar tão rico testemunho da evolução económica e social.

O Congresso inclui várias conferências para além das comunicações. Serão também efectuadas algumas visitas a centros locais de interesse, entre os quais alguns que se destacaram nesta prática de preservação patrimonial.

Apelamos a todos os que se interessam pelo património no sentido de participarem neste Congresso, preferencialmente apresentando comunicações, o que contribuirá não só para o sucesso do mesmo mas, principalmente, para a afirmação do património industrial no nosso país.

Mais informações: http://patrimonioindustrial.blogs.sapo.pt/

Segunda-feira, 29 de Março de 2010

Lost Nigth


Bebi demais, vomitei letras com vodca e sangue-água torpe
embolados em verde-água-morta do estômago em prosa.

Coração em sangue de menstruação bifurcando o cerebelo na caída diante o espelho
deformado de hóstia regurgitada, ossos estiolados, carnes que não comi, vidas que não vivi
pela boca do estômago esmagado, dolorido, esvaziado em fatigados fluidos

Restos de álcool queimado no fogo do cigarro apagado na epiderme
a marcar dor sem física sensação

Umidade branca seca dos orifícios esvaindo-se
até só cuspir ar que respira sem oxigenar nos espasmos do vomitar o Nada

O que sobra até esperada ressaca sóbria da manhã de culpa estiolada.
No Nada Sou.

Quarta-feira, 24 de Março de 2010

In the line

Camadas de gentes alugadas ao diabo
crédito consumido ao som das mentiras
indecisos os espaços, as cabeças e os preços especiais.
Embrulhados no âmago da vitória
reles memória a que nasce do formatar do outro,
como rio que nasce morto,
como vento que não bate, que não violenta
que não alimenta o imaginário
Inspiração:
É o que cortamos na parte mais longínqua do imaginário
e o diabo sabe contrariar o imaginar;
Absurdo espectro rectilíneo,
enraizado no subsolo do IN-consciente.
Butterfly in my mind,
cavernas, escuro e desconhecimento.

Rebento paz, alma surda;
embarque leve - remoinho do tempo.

Quinta-feira, 18 de Março de 2010

Comunicado

Surgiram insinuações que o nosso colaborador Luís Brandão estaria a escrever os seus poemas num registo muito próximo do de Sylvia Beirute. Queremos esclarecer o seguinte:

  1. Somos totalmente alheios a qualquer tipo de plágio de autores que não estejam associados à comissão redactorial deste espaço (como é o caso do Luís Brandão).
  2. Não acreditamos que o nosso colaborador esteja a plagiar, dada a qualidade que já demonstrou. Felizmente Luís Brandão nada tem que provar a ninguém.
  3. Sempre foi nossa norma agir com rectidão e, se ficar provada alguma tentativa de plágio, o autor em causa será imediatamente excluído do blog e todos os seus textos eliminados.
  4. Até que não apareça uma prova óbvia de plágio o Luís Brandão continuará a contribuir para o DEMENTIA e a ter o apoio absolutamente incondicional de todos os elementos do blog.

A comissão redactorial:
André Rocha
Eduardo CardoZo
Mariana Rebelo
Marta Sousa

Terça-feira, 16 de Março de 2010

""Lua Néon""

sai fumo dos dedos fumasses o mar
como prometeste
diálogo nocturno abre-se: tosse seca
vê como o teu corpo brilha com luz usada
é perfeito redimir-se numa onda

(regeneração como um plano incompleto
concretamente não há nada que não queira)

desejo o desejo, também queres?
procuro abismo na saudade da máscara

este estilo esta velocidade esta morte viva
este sítio esta piromania do luar morri com a

vitória assegurada no outro mundo
o meu pai é a floresta a minha mãe a salvação
idealização
loucura

quero um anjo azul de traqueia diagonal

a dar-me lições úteis
a celebrar o inútil

A CRUCIFICAR O CONCEBÍVEL

onde tudo é festa e relevante!

Luiz Pacheco - O Libertino











Segunda-feira, 8 de Março de 2010

Sexta-feira, 5 de Março de 2010

Alma transversal

Devido ao sucessivo incumprimento de prazos por parte do autor a comissão redactorial deste blog decidiu em conformidade anular a publicação "Alma Transversal" do membro integrante do espaço Luís Brandão. Até final deste mês anunciaremos a publicação que irá substituir "Alma Transversal".

Pedimos as mais sinceras desculpas aos nossos leitores.

Quinta-feira, 4 de Março de 2010

Soneto Triste



Quando penso no sentir, desencanto
Perco-me nas asas do fluir vital
Apatia, carência de um ser humano
A apaziguar a desordem tal

Como a incompletude feminil
Espetando o coração em tristeza
Pulsações pelo sangue e a mil
Mostra a fragilidade acesa

Emoção infantil, cerne sutil
Acordado pela dor, dilacera
Espedaça máscaras de vã cera

Superfície perde o que assumiu
Invade, uma aura de abstração mor
Intentando mover algo com amor

~

Terça-feira, 2 de Março de 2010

Amareleja

Tempo encurvado
no pátio da memória
segue, minha vitória.
A vida estagnada
na alegria
do fazer muito:
que é fazer nada.
Sabor forte
o da laranja trincada...
O quente vento
o lento assento...
réstia entrelaçada
absorvida
esmigalhada
contida no sabor do nada.

Sou gente
sentada no banco...
frente à Igreja.
Orações ao destino
Orações ao divino
e o burro que passa...
e me dá o ar de sua graça.
O que fica além do Tejo
é aquém do abismo